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CORREIO DOS VISITANTES
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Bom dia. Tenho uma filha com 13 anos que me parece ser sobredotada. Sou advogada no Porto e estou a acabar a licenciatura em Psicologia Clínica. Gostaria de saber os direitos actuais dos sobredotados. É uma óptima aluna mas temos que lhe dar diversos extras por fora pois a escola não lhe basta e não lhe dá o que ela realmente necessita. Tem uma enorme curiosidade, aprende demasiado depressa e uma ânsia de conhecimento que nos deixa estupefactos. Encontra-se no 9º ano. Desde já o meu muito obrigada. (Setembro, 2003)
Olá está tudo bem!? Posso dizer que vou para o meu 3º ano de medicina veterinária e se não me falha a ideia, nunca passei uma hora a estudar de noite e poucas tardes de dia! Estou numa fase em que o estudo não me diz absolutamente nada! Apenas passo os dias no quarto com os livros, para os meus pais verem o filhinho aplicado a estudar! - o Marrão Acho o ensino muito obsoleto! Uma qualquer máquina de "chouriços" consegue empacotar 2 ou 3 capas de matéria na cabeça! Qualquer pessoa normal faz isso! (Setembro, 2003)
Clara (14 anos)
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Cara Dra. Manuela, A primeira vez que me dirigi ao CPCIL, devia ter cerca de 16 anos e pretendia candidatar-me aos exames nacionais do 12º ano, sem ter que fazer o respectivo ano lectivo (pois ainda estava no 11º).Hoje tenho 23 anos e tudo correu pelo melhor. Acabei por desistir da universidade, mas consegui obter a carteira de jornalista através do meu trabalho e algumas recomendações, não precisando para tal de nenhum curso. Venho dizer-lhe também que vou publicar o meu primeiro livro sobre a influência da gastronomia na ópera (bem sei que não é um tema comum, mas o livro está muito interessante). Dei uma rápida vista de olhos pelo Correio dos Visitantes da vossa página e de facto só se pode concluir que todos passamos pelo mesmo e que as coisas não mudam muito, independentemente do avanço dos tempos. Para além de ter sentido precisamente o mesmo que as crianças e jovens daqueles testemunhos quando cresci e comecei a trabalhar como modelo fotográfico,tive que me habituar a um outro estereótipo, que era o da burrice! Estou um pouco cansada das ideias pré-concebidas que as pessoas têm e gostaria que fosse possível que alguém percebesse que a inteligência não faz de nós nem mais bonitos, nem mais feios, nem mais ou menos importantes. Pela primeira vez começo a conseguir lidar com a situação e o facto de ter crescido sobredotada já não me causa embaraço. Somos todos iguais, só precisamos de um pouco de apoio mais específico da parte do Ministério da Educação e um pouco de compreensão da parte dos encarregados de educação e professores. Cumprimentos e parabéns pelo trabalho que tem feito até aqui. (Agosto, 2003)
Foi com muito gosto que acedi ao vosso site Tenho 3 filhos. A mais velha foi sempre uma boa aluna e formou-se na área de jornalismo A do meiotem 8 anos e vai agora para o 3.º ano com um aproveitamento segundo as professoras de "excelente" (julgo que é a classificação dada a quem lê, comunica,aprende, interpreta, etc., com relativa facilidade). Por fim o caso mais problemático. Desde os 3 anos que se interessa por logotipos e marcas conhecidas identificando-as, quer na sua forma original quer mauscritas; sabe ler mais rápido e melhor que muitas crianças do 2º ou 3.º anos; pede todos os dias uma revista ou jornal para seu "brinquedo"; identifica todos os trajectos que fazemos; consegue contar sequencialmente de 1 a 100 ou de 100 a 1 ou de par em par sem se enganar; nunca ninguém o ensinou, ele é que é auto-didacta; é muito emotivo nas coisas que gosta de fazer Gostaria que me dessem a vossa opinião e/ou aconselhamento (Agosto, 2003)
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Dra. Manuela: (Agosto, 2003)
Olá Dra., como vai? Eu vou bem, agora estou de férias desde dia 18 e nada melhor que o final de ano para eu ficar bem disposta!Tive 17 a Matemática e a Educação Física; 18 a CFQ; 19 a CTV, TLB, Português, Filosofia e Inglês; e 20 a ITI. Estou com média de 18, 75 sem EF, 18,56 com EF. As notas foram boas, estou bastante contente. (Uma boa prenda para os meus 14 anos acabados de fazer). É a melhor média da turma e do 10º ano (mais um motivo que os outros têm para implicar comigo...).Li o 5º livro de Harry Potter, em inglês claro!! Acabei-o no Domingo à noite, apesar de ter estado numa festa toda a tarde de Sábado. Adorei, acho que a autora evolui muito na escrita, está mais dramático, mais emotivo (bem ao meu estilo!)Mas embora o HP continue num cantinho especial da minha mente, o meu estilo de literatura é outro, ligado à civilizações celta, viking, nórdica... Eu gosto é disso, drama muito drama, livros que façam chorar e pensar,assim como filmes.Desde que o ponto fulcral não seja nenhuma história de amor, que não gosto de romance… Muitos beijinhos desta super feliz … (Julho, 2003)
Olá! Sou a Catarina, moro em Viseu e tenho 13 anos. Sou uma rapariga que tem espirito crítico, sede de conhecimento (especialmente nos assuntos do meu interesse). Tenho sempre o cuidado de me certificar que qualquer atitude que tenha, ou qualquer actividade que pratique não vai contra a minha própria filosofia, o que não é muito comum em pessoas com a minha idade. Aprendo rápidamente, especialmente as matérias que mais me interessam e sempre tirei boas notas. Mas ultimamente os resultados escolares não têm sido os melhores, devido essencialmente à minha desmotivação. Infelizmente o ensino no nosso país não é personalizado, por isso as pessoas que têm capacidades acima da média têm de se sujeitar à imposição do ritmo de aprendizagem, que não é adequado para si, mas sim para os outros que têm capacidades normais. Um dia, nas minhas habituais visitas à Internet descobri esta organização, o C.P.C.I.L. interessei-me logo em saber do que se tratava realmente, porque identificava-me com as descrições de caracteristicas de crianças que possuem níveis de aprendizagem, inteligência, interesses etc. superiores à média. Decidi entao marcar uma consulta na esperança de que algo se resolvesse em relação à minha situação. Fui à consulta, respondi aos questionários, fiz os testes e fiquei muito contente, porque me tinha sido dito que havia a possibilidade de fazer uma acelaração da aprendizagem. Abria-se uma porta para a mudança do meu futuro. Tratámos imediatamente de toda a burocracia e informámos a minha escola. Para grande surpresa minha e sabe-se lá porque razões, a resposta da escola foi "Não". Toda a expectativa de mudança, estava insignificantemente reduzida a desilusão. Afinal todo o esforço e dedicação foi em vão. Recorri ainda da decisão, junto do Ministério, o que significa que ainda resta uma ténue esperança. Ainda à espera que algo mude.. Beijinhos da Catarina (Março, 2003)
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