CORREIO DOS VISITANTES
JOVENS OU CRIANÇAS

*Esta página está à espera que nos contes o teu caso*

         

Bom dia. Tenho uma filha com 13 anos que me parece ser sobredotada. Sou advogada no Porto e estou a acabar a licenciatura em Psicologia Clínica. Gostaria de saber os direitos actuais dos sobredotados. É uma óptima aluna mas temos que lhe dar diversos extras por fora pois a escola não lhe basta e não lhe dá o que ela realmente necessita. Tem uma enorme curiosidade, aprende demasiado depressa e uma ânsia de conhecimento que nos deixa estupefactos. Encontra-se no 9º ano. Desde já o meu muito obrigada.  

(Setembro, 2003)

 

Olá está tudo bem!? Posso dizer que vou para o meu 3º ano de medicina veterinária e se não me falha a ideia, nunca passei uma hora a estudar de noite e poucas tardes de dia! Estou numa fase em que o estudo não me diz absolutamente nada! Apenas passo os dias no quarto com os livros, para os meus pais verem o filhinho aplicado a estudar! - o Marrão Acho o ensino muito obsoleto! Uma qualquer máquina de "chouriços" consegue empacotar 2 ou 3 capas de matéria na cabeça! Qualquer pessoa normal faz isso!

 (Setembro, 2003)

 

“Sentir”
Confusão
Solidão,
Amor
sem dor,
Amizade
viva a verdade!
Família
100 palavras…
Felicidade
mocidade (?),
Amargura
sem cura;
Sabedoria
e alegria,
Medo
nem vê-lo tão cedo!
Ódio…
 
Todos sentimentos
Chorados, ridos;
Desejados, apetecidos!
Todos elementos
Deste ser, o humano…
 
Tristeza,
Ligeireza
nas palavras…
Dom de pouca gente,
Frases
bem pensadas.
 
Paz
Guerra
Euforia
Terra
De nós oh povo!
Ingrato desumano,
Hipócrita esperando
Uma pomba poisando
No coração de cada um…
 
Uma mão que desmente
a mentira, a dor;
Que retira o peso
da culpa…
Culpa de sentir,
de esculpir,
Mudar
Esperar,
Não agir!
Desesperar
[sem pensar]
Enlouquecer
[sem saber]
Deixar o Mundo
moribundo,
E nem olhar para ver!
Como é mesquinha
esta espécie
Que não vive,
Sobrevive!
 

Clara (14 anos)

 

 

Cara Dra. Manuela, A primeira vez que me dirigi ao CPCIL, devia ter cerca de 16 anos e pretendia candidatar-me aos exames nacionais do 12º ano, sem ter que fazer o respectivo ano lectivo (pois ainda estava no 11º).Hoje tenho 23 anos e tudo correu pelo melhor. Acabei por desistir da universidade, mas consegui obter a carteira de jornalista através do meu trabalho e algumas recomendações, não precisando para tal de nenhum curso. Venho dizer-lhe também que vou publicar o meu primeiro livro sobre a influência da gastronomia na ópera (bem sei que não é um tema comum, mas o livro está muito interessante). Dei uma rápida vista de olhos pelo Correio dos Visitantes da vossa página e de facto só se pode concluir que todos passamos pelo mesmo e que as coisas não mudam muito, independentemente do avanço dos tempos. Para além de ter sentido precisamente o mesmo que as crianças e jovens daqueles testemunhos quando cresci e comecei a trabalhar como modelo fotográfico,tive que me habituar a um outro estereótipo, que era o da burrice! Estou um pouco cansada das ideias pré-concebidas que as pessoas têm e gostaria que fosse possível que alguém percebesse que a inteligência não faz de nós nem mais bonitos, nem mais feios, nem mais ou menos importantes. Pela primeira vez começo a conseguir lidar com a situação e o facto de ter crescido sobredotada já não me causa embaraço. Somos todos iguais, só precisamos de um pouco de apoio mais específico da parte do Ministério da Educação e um pouco de compreensão da parte dos encarregados de educação e professores. Cumprimentos e parabéns pelo trabalho que tem feito até aqui.

(Agosto, 2003)

 

Foi com muito gosto que acedi ao vosso site Tenho 3 filhos. A mais velha foi sempre uma boa aluna e formou-se na área de jornalismo A do meiotem 8 anos e vai agora para o 3.º ano com um aproveitamento segundo as professoras de "excelente" (julgo que é a classificação dada a quem lê, comunica,aprende, interpreta, etc., com relativa facilidade). Por fim o caso mais problemático. Desde os 3 anos que se interessa por logotipos e marcas conhecidas identificando-as, quer na sua forma original quer mauscritas; sabe ler mais rápido e melhor que muitas crianças do 2º ou 3.º anos; pede todos os dias uma revista ou jornal para seu "brinquedo"; identifica todos os trajectos que fazemos; consegue contar sequencialmente de 1 a 100 ou de 100 a 1 ou de par em par sem se enganar; nunca ninguém o ensinou, ele é que é auto-didacta; é muito emotivo nas coisas que gosta de fazer  Gostaria que me dessem a vossa opinião e/ou aconselhamento  

(Agosto, 2003)

 

 

Dra. Manuela:
Estive novamente a consultar o site do CPCIL, o que frequentemente faço. Gostaria de lhe dar notícia do meu filho: acabou, com sucesso, o 4º ano de escolaridade no ensino oficial, e passou para o 5º ano com 8 anos apenas. As notas dele foram "muito bom" a todas as áreas curriculares, apenas teve "suficiente" a comportamento, pois não consegue estar quieto e calado na sala de aula (apesar de não ser hiperactivo, de acordo com a opinião de um psicólogo que o viu). No entanto, e como dizia o Professor, basta-lhe ouvir uma vez a matéria, para a captar e depois disso, como a repetição não lhe interessa, começa a brincar e distrai-se, provavelmente para não ter de ouvir a mesma coisa várias vezes... Devido à organização do ensino oficial (turmas com muitos Alunos, Professores a faltarem muito, o que lhe iria proporcionar demasiada "liberdade" e talvez companhias nada favoráveis), resolvi matriculá-lo no ensino particular num colégio com um número muito reduzido de Alunos por turma (17 - 18) e que tem desde o 5º até ao 12º Ano de escolaridade. Espero ter feito a melhor opção e não me voltar a enganar, como já me aconteceu quando o matriculei no 1º ano num Colégio. No entanto, desta vez, tanto a Direcção do Colégio, como os Professores que lhe darão aulas, estão a par da situação e espero que tudo corra bem. Tentarei mantê-la ao corrente do percurso escolar do meu filho e também do seu percurso comportamental,. Boa noite e obrigada por continuar a ter o seu site à disposição.

(Agosto, 2003)

 

Olá Dra., como vai? Eu vou bem, agora estou de férias desde dia 18 e nada melhor que o final de ano para eu ficar bem disposta!Tive 17 a Matemática e a Educação Física; 18 a CFQ; 19 a CTV, TLB, Português, Filosofia e Inglês; e 20 a ITI. Estou com média de 18, 75 sem EF, 18,56 com EF. As notas foram boas, estou bastante contente. (Uma boa prenda para os meus 14 anos acabados de fazer). É a melhor média da turma e do 10º ano (mais um motivo que os outros têm para implicar comigo...).Li o 5º livro de Harry Potter, em inglês claro!! Acabei-o no Domingo à noite, apesar de ter estado numa festa toda a tarde de Sábado. Adorei, acho que a autora evolui muito na escrita, está mais dramático, mais emotivo (bem ao meu estilo!)Mas embora o HP continue num cantinho especial da minha mente, o meu estilo de literatura é outro, ligado à civilizações celta, viking, nórdica... Eu gosto é disso, drama muito drama, livros que façam chorar e pensar,assim como filmes.Desde que o ponto fulcral não seja nenhuma história de amor, que não gosto de romance… Muitos beijinhos desta super feliz …  

(Julho, 2003)

 

 

Olá! Sou a Catarina, moro em Viseu e tenho 13 anos. Sou uma rapariga que tem espirito crítico, sede de conhecimento (especialmente nos assuntos do meu interesse). Tenho sempre o cuidado de me certificar que qualquer atitude que tenha, ou qualquer actividade que pratique não vai contra a minha própria filosofia, o que não é muito comum em pessoas com a minha idade. Aprendo rápidamente, especialmente as matérias que mais me interessam e sempre tirei boas notas. Mas ultimamente os resultados escolares não têm sido os melhores, devido essencialmente à minha desmotivação. Infelizmente o ensino no nosso país não é personalizado, por isso as pessoas que têm capacidades acima da média têm de se sujeitar à imposição do ritmo de aprendizagem, que não é adequado para si, mas sim para os outros que têm capacidades normais. Um dia, nas minhas habituais visitas à Internet descobri esta organização, o C.P.C.I.L. interessei-me logo em saber do que se tratava realmente, porque identificava-me com as descrições de caracteristicas de crianças que possuem níveis de aprendizagem, inteligência, interesses etc. superiores à média. Decidi entao marcar uma consulta na esperança de que algo se resolvesse em relação à minha situação. Fui à consulta, respondi aos questionários, fiz os testes e fiquei muito contente, porque me tinha sido dito que havia a possibilidade de fazer uma acelaração da aprendizagem. Abria-se uma porta para a mudança do meu futuro. Tratámos imediatamente de toda a burocracia e informámos a minha escola. Para grande surpresa minha e sabe-se lá porque razões, a resposta da escola foi "Não". Toda a expectativa de mudança, estava insignificantemente reduzida a desilusão. Afinal todo o esforço e dedicação foi em vão. Recorri ainda da decisão, junto do Ministério, o que significa que ainda resta uma ténue esperança. Ainda à espera que algo mude.. Beijinhos da Catarina  

(Março, 2003)

 

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